Mucunã: identificação e controle

Apesar de seus benefícios medicinais, o mucunã é uma planta invasora nas pastagens, competindo por área de solo, nutrientes e luz.

Dioclea grandiflora, também conhecida por mucunã ou olho de boi, é uma planta pertencente à grande família Fabaceae, de hábito de crescimento do tipo trepadeira (liana).

Seus frutos grandes, do tipo vagem, com três ou quatro sementes, são utilizados na medicina popular para o tratamento de dores, distúrbios renais e prostáticos. De suas folhas, flores e raízes, são retiradas substâncias empregadas na medicação de hérnia de umbigo, asma, bronquite, entre outras patologias, devido ao seu potencial de atividade antibacteriana e analgésica.

Típica da Caatinga, a espécie está presente em todo semiárido nordestino, mas também pode ser encontrada em regiões de Cerrado.

Caraterísticas

Sendo uma planta do tipo liana, enrola-se em outras plantas, e seu crescimento vigoroso permite a chegada até o topo de árvores e arbustos.

Seu tronco é cilíndrico, com casca fina de coloração chumbo. As folhas caducas (que caem em determinada época do ano), são compostas de três folíolos, densamente pubescentes na brotação e vilosos na fase adulta.

Nas axilas das folhas, desenvolvem-se as flores, contendo de quatro a dezesseis flores de coloração roxo-azulado.

Os frutos são do tipo vagem, que se abrem quando atingem a maturação, de cor ferrugínea, contendo de duas a cinco sementes volumosas. A frutificação ocorre de junho a outubro.

Resiste a temperaturas de até -3 ºC e, à seca, de até seis meses. Cresce em solo profundo, úmido, ácido ou neutro (pH de 4,7 a 6,3) com constituição arenosa ou argilosa (solo vermelho).

Prejuízos

Apesar de seus benefícios medicinais, o mucunã é uma planta invasora nas pastagens, competindo por área de solo, nutrientes e luz.

O nível de competição varia de acordo com fatores como densidade e distribuição populacional da invasora. Além disso, há fatores relacionados com as pastagens, desde sua formação, com a escolha correta da cultivar, densidade populacional, adubação e correção de solo e manejo do pastejo.

Dessa forma, podemos considerar que a perda na produção de matéria seca das pastagens está diretamente relacionada ao nível de infestação das plantas daninhas, sendo proporcional à produção de matéria seca dessas plantas.

Portanto, se não for feito o controle correto da planta invasora, a menor oferta de massa verde de forragens impactará todo o sistema de produção de bovinos (corte e leite), por meio da perda de capacidade de suporte do pasto e qualidade bromatológica.

Controle em pastagens

O manejo integrado de plantas daninhas é o melhor método de controle, independentemente do sistema de cultivo, unindo estratégias de prevenção, controle mecânico, cultural, biológico e químico. O estabelecimento adequado da planta, cobrindo boa parte do solo ocupado, reduz de maneira considerável o desenvolvimento das infestantes.

Dessa forma, o controle químico é uma ferramenta eficiente quando associado a outras práticas de manejo. Nessa modalidade, o pecuarista pode contar com produtos de alta tecnologia, como os da linha XT-S, da Corteva, que controlam o mucunã (Dioclea grandiflora).

O controle químico é feito preferencialmente no período das águas, quando a planta apresenta maior desenvolvimento e atividade metabólica.

Vale ressaltar que a infestação de daninhas é consequência do manejo incorreto das pastagens. Nesse contexto, o herbicida é uma ferramenta eficaz, desde que associado a práticas que favoreçam a planta forrageira no agroecossistema.

Referências

DANTAS, N. B. L. Caracterização morfométrica de sementes de Mucunã (Dioclea grandiflora Mart. ex Benth.). Mossoró, RN: Universidade Federal Rural do Semiárido, 2020.

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