Como combater a pata-de-vaca de uma vez por todas

A presença da pata-de-vaca em pastagens não é tão comum quanto a de outras plantas daninhas, mas, quando aparece, não é fácil se livrar dela.

Como combater a pata de vaca

A planta daninha da vez é a Bauhinia variegata, que, pelo formato de suas folhas, é popularmente chamada de pata-de-vaca ou unha-de-vaca.

No geral, os pecuaristas enxergam essa planta com certo rancor, devido principalmente à sua resiliência em áreas de pastagens no Nordeste, no Sudeste e na maior parte do Sul do país. Saiba mais detalhes sobre a ocorrência adiante.

Há confusão quando debatemos sobre essa planta em função de uma das espécies do gênero, a Bauhinia forficata, ser bastante usada tanto no setor de paisagismo quanto no farmacêutico. O uso em paisagismo é devido à beleza de suas flores, que no caso da espécie B. forficata apresenta coloração branca, diferentemente das flores rosa da B. variegata.

Para fins de distinção entre essas espécies, apresentaremos algumas diferenças morfológicas marcantes nos ramos, nas folhas e nas pétalas.

A B. forficata possui dois espinhos no ramo onde fica aderido o pecíolo de cada folha, formando uma espécie de forca, e flores com pétalas lineares, enquanto a B. variegata não possui espinhos, os folíolos são arredondados e as pétalas são largas, elípticas. Veja a figura 1.

Figura 1.
Diferenciação das espécies (e subespécies) pela morfologia foliar.

Fonte: Livro “Plantas medicinais: Pata-de-vaca”, do Prof. Dr. Lindolpho Capellari Júnior e Alisson Henrique Domingos

Neste artigo, focaremos nas características da B. variegata, que atinge as pastagens no país.

Dependendo da região, a espécie é também conhecida por: árvore-orquídea, capa-bode-grande, casco-de-vaca, mão-de-vaca, unha-de-vaca, miroró, mororó, mororá-de-espinho, pata-de-boi, unha-de-boi, entre outros.  

Prejuízos nas pastagens

Nas pastagens, a sua presença é sinal de prejuízo à vista.

A planta daninha compete com o pasto pelos fatores de crescimento, como: luz, dióxido de carbono, água e nutrientes, como também por espaço. Esse comportamento acaba por prejudicar a produção de forragem e, consequentemente, a capacidade de suporte animal da pastagem (UA/ha).

Por ser uma planta arbustiva, além de ter ciclo de vida longo, impossibilita que os animais colham a forragem que está sob ela.

Leia também: Veja como é possível o controle de plantas daninhas pelo Brasil

Portanto, o resultado final da presença da pata-de-vaca no pasto é a diminuição do desempenho animal (ganho de peso e produção de leite), tanto pela menor qualidade de forragem como pela menor quantidade de massa verde produzida.

Com a redução do desempenho individual dos animais, ocorre redução da produtividade por hectare e queda na receita da fazenda.

Paralelamente, em função da dificuldade do combate, aumentam os custos de produção na tentativa de controlar essas plantas daninhas.

Contudo, uma nova tecnologia chegou ao mercado para auxiliar o produtor a eliminar de vez essa planta mais tolerante. Falaremos mais sobre ela nos próximos tópicos.

Como identificá-la?

As árvores da pata-de-vaca podem ter de quatro a dez metros de altura. No caso da B. variegata, que é mais comumente encontrada nas pastagens brasileiras, tem de sete a dez metros. Produzem grandes vagens alongadas de coloração verde que evoluem para a cor marrom.

O tronco possui cerca de 30 cm a 40 cm de diâmetro e é tortuoso. Possui fuste curto, ou seja, ramifica com pouca altura e, algumas vezes, pode ramificar desde a base.

A maneira mais simples de identificar a pata-de-vaca é por meio de sua florada. Na maioria das subespécies de B. variegata, as flores são cor-de-rosa, mas também podem ser brancas.

Se ainda houver dúvida, é só conferir a forma das folhas, que lembram o formato da pisada de um bovino (divididas em dois lobos) e possuem cerca de sete a doze centímetros. No caso da Bauhinia variegata, as folhas possuem os lados mais arredondados, comparativamente com as demais espécies desse gênero.

Regiões de ocorrência

A Bauhinia variegata é nativa no sudeste asiático (Índia) e possui ocorrência na maior parte do continente americano.

No Brasil, sua distribuição geográfica se dá principalmente no Nordeste (Ceará, Pernambuco, Bahia, Alagoas), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro) e Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul).

De acordo com informações da Embrapa, a pata-de-vaca ocorre em quase todos os tipos de solo, mas tem preferência pelos profundos, permeáveis e de boa fertilidade.

Como combatê-la?

Por serem lenhosas, essas plantas daninhas são classificadas como “pragas duras”, ou seja, difíceis de serem combatidas. Mas a nova Tecnologia XT veio para ajudar o produtor.

Assim, finalmente o produtor possui uma alternativa eficaz e pode abandonar o método de controle manual e localizado, que normalmente possui alto custo com mão de obra e é ineficiente.

Outra vantagem é que o XT combate as daninhas de difícil controle e também as mais comuns, portanto, não é necessário fazer misturas de produtos. Ou seja, são combatidas plantas de diferentes susceptibilidades: do mais simples controle ao mais complicado.

Se você está enfrentando dificuldades para controlar a pata-de-vaca nos seus pastos, para adquirir os produtos com a Tecnologia XT, é só ir até as revendas e distribuidoras parceiras da Corteva ou entrar em contato com algum representante ou com a central de atendimento pelo telefone: 0800 772 2492.

Autora: Marina Zaia – médica veterinária

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2 respostas para “Como combater a pata-de-vaca de uma vez por todas”

  1. Avatar Fabio Cícero Lima soares - Pará (PA) disse:

    E um planta muito difícil de combater realmente mais nois estamos tendo um resultado excelente com trueno XT

    1. Pasto Extraordinário Pasto Extraordinário disse:

      Que ótimo, Fabio! A Tecnologia XT realmente é muito poderosa no controle das daninhas que tanto prejudicam o trabalho dos pecuaristas pelo Brasil. Agradecemos pelo seu comentário. Forte abraço!

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